Foto retirada da internet.
Sexta-feira treze. Nunca acreditei
em superstições ignóbeis e no poder místico associado a este número. Hoje sei
que será uma data inesquecível, à semelhança do que ocorre com o onze de
setembro. As razões assemelham-se, os ideais terríficos também, a mente
desumanizada preconiza tais adventos tão mortíferos e carnífices, tão
indigentes e dolorosos. A Humanidade está ferida. Ferida pelo que ocorre pelo
mundo, que cegamente preferimos esborrar do pensamento, mais fácil concentrar a
nossa energia em gestos rápidos e mecânicos, na frieza desta sociedade que nos
corrompe. Mas é aí que cinjo a minha maior inquietude: somos ovelhas porque
assim o desejamos, mesmo que subconscientemente, preferimos a facilidade de sermos
bem aceites pelos semelhantes do que a paixão de sermos Nós, diferentes e
irreverentes, nos atos e nos afetos. Tenho o coração em ferida, pelos que se
espumaram com os acontecimentos tenebrosos, pelos que ficaram sôfregos e inconsoláveis
e pelos que, incrédulos e revoltados se deixam consumir pela raiva e pelo medo.
Seguem-se inúmeros comentários racistas, xenófobos, desprezíveis como a violência
de quem tira a vida. Uns movidos por uma fé repugnante e incompreensível,
outros movidos pelo temor da aniquilação. Todos se assemelham na alma de
essência negra e o que o planeta necessita é de amor. E o amor, esse, reside na
paz, paz mundial, de espírito e de consciência.

Sem comentários:
Enviar um comentário