quinta-feira, 21 de maio de 2015

Estufado de lentilhas e batata doce

INGREDIENTES (serve 4 pessoas)




3 batatas doces pequenas

250 gramas de lentilhas laranjas

meio limão

2 dentes de alho

100 gramas de feijão verde

2 tomates maduros

2 cenouras

coentros frescos

gengibre em pó

curcuma em pó

grão de coentros moídos

pimenta preta moída

pimenta da Jamaica moída

noz moscada em pó

cravinho em pó

cominhos em pó

grãos de mostarda moídos

azeite

uma cebola

1 malagueta

sal a gosto





PREPARAÇÃO

Corte a cebola em rodelas. 
Corte também os legumes, as cenouras em rodelas (se forem biológicas não necessita de retirar a casaca,), as batatas doces descascadas e em cubos, e os tomates maduros em rodelas. Corte o feijão verde em tiras grossas.

Refogue a cebola num fio de azeite, até ficar transparente. Adicione os dentes de alho laminados. Junte os cubos de batata doce e as cenouras. Deixe apurar um ou dois minutos, adicione uma caneca de água (aproximadamente 250 ml) e sal a gosto.

Tempere com as especiarias, consoante desejar um sabor indiano mais ou menos intenso (coloquei mais curcuma e gengibre) e a malagueta cortada em tiras. Adicione o sumo de meio limão. Deixe cozinhar, em lume brando, uns 15 minutos. 

Acrescente o feijão verde. Se necessário, adicione um pouco mais de água. Deixe cozinhar uns  minutos.

Junte as lentilhas laranjas, cozinhe por mais 10 minutos.

Sirva decorado com com coentros picados.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Arroz pilaf exótico

          O arroz pilaz é um arroz de especiarias, de aroma intenso e de sabor adocicado, muito popular no Médio Oriente, Ásia Central e do Sul, regiões dos Balcãs e do Cáucaso, África Oriental,  América Latina, Caribe e Índia. 

Tradicionalmente, a sua origem é atribuída aos turcos e aos persas. Uma das primeiras referências literárias ao arroz pilaf surge descrita nas histórias de Alexandre Magno. O prato tornou-se posteriormente conhecido na Macedónia e na Grécia. Os árabes, mais tarde, desenvolveram também a sua confecção, bem como os judeus e mais recentemente, os países da Ex União Soviética. Na cozinha hindú é um prato muito apreciado em ocasiões especiais, por ser de mais requintado e aromático.

Hoje em dia, um pouco por todo o mundo, a sua confecção é bastante conhecida e divulgada. É uma receita deliciosa para acompanhar legumes, que, a cada garfada nos leva a viajar até culturas exuberantes e coloridas, repletas de tradições milenares, de sensações vibrantes e inesquecíveis. 

Os grãos de arroz são levemente salteados em azeite ou manteiga clarificada - ghee, com cebola, até ficarem translúcidos. As especiárias são adicionadas para enriquecer este prato tão simples e maravilhoso. Após a cozedura em água, os grãos ficam soltos e os nossos sentidos despertam serenamente do outro lado do mundo. 


ARROZ PILAF EXÓTICO


INGREDIENTES



- 2 colheres de azeite
- 1 cebola picada
- 250 gramas de arroz basmati
- 1 pau de canela
- 3 sementes de anis-estrelado
- 3 frutos de cardomomo verde (esmagar e utilizar apenas as sementes)
- casca de 1 limão
- casca de 1 laranja
- 50 gramas de amêndoa laminada
- 50 gramas de pistachos picados e inteiros
- folhas de salsa
- folhas de coentros



PREPARAÇÃO


- Pré-aqueça o forno a 190 ºC

- Leve ao lume uma caçarola (tem de ser de material resistente ao forno) com o azeite e a cebola picada finamente. Deixe alourar.

- Adicione as especiarias, as cascas do limão e da laranja, um pouco de sal se desejar. Toste o arroz durante um ou dois minutos

- Adicione 500 ml de água quente e deixe ferver

- Retire a caçarola do lume, tape com o papel vegetal (faça um furo no meio, para deixar sair o vapor)

- Asse durante uns vinte minutos. Retire a caçarola do forno, deixe repousar uns minutos

- Toste as amêndoas. Retire o papel vegetal, adicione os frutos secos e por fim as ervas frescas picadas

- Acompanhe com legumes salteados ou caril de lentilhas, inspire-se!



domingo, 26 de abril de 2015

Tostinhas de Domingo

          O Domingo é aquele dia que flui leve, levemente. É um dia para me sentir, para o sentir a ele e para sentir o mundo. Respira-se gratidão, serenidade e o coração é aliviado de todas as inquietações semanais. Palpita-se amor, os momentos tecem-se docemente e o tempo parece esboçar o Ser, como forma de o purificar e revitalizar. 

       Hoje especialmente, de sentidos aguçados e sem grande vontade para me perder em receitas demasiados elaboradas e demoradas, decidi-me por um lanche, leve, como o meu domingo. O resultado, simples e fresco, a lembrar o verão, que teima em não chegar.



INGREDIENTES

2 tostas de cereais (escolhi umas com arroz, milho, quinoa e millet)
1 laranja
1 mão cheia de folhas de rúcula

Manteiga de amendoim:

1 taça de amendoins torrados
2 colheres de leite vegetal (aveia, soja biológica, amêndoa ou outro) 
uma pitada de sal (opcional)
açúcar ou mel (opcional)



PREPARAÇÃO

Triturar os amendoins, numa centrifugadora, inicialmente com a tecla pulse e depois uns minutos até criar uma pasta (deixar de parte alguns amendoins inteiros para decorar e criar texturas diferentes). 

Adicionar à pasta de amendoim o leite vegetal e se desejar, açúcar e um pouco de sal.

 Misturar tudo com uma colher e voltar a centrifugar até atingir a consistência desejada.

Barrar sobre as tostas a manteiga de amendoim. Cortar a laranja em tiras. Retirar a pele. Dispor as tiras de laranja sobre a manteiga de amendoim, Adicionar folhas de rúcula a gosto e alguns amendoins inteiros. 






quinta-feira, 23 de abril de 2015

Salada de Trigo Sarraceno, Agrião e Molho de Abacate, Laranja e Amendoins

INGREDIENTES

100 gramas de trigo sarraceno
1 laranja
1 pêra de abacate
Amendoins torrados
Folhas de agrião
Uma papaia
Uma beterraba
Um quarto de cebola roxa
Uma mão de frutos secos ou sementes (usei amêndoas e avelãs)




PREPARAÇÃO

Tostar ligeiramente o trigo sarraceno numa frigideira. Cozê-lo durante 15 minutos em 2 porções de água para uma de trigo.

Lavar muito bem os agriões e soltar em folhas

Retirar a polpa da pêra de abacate, triturar delicadamente com um garfo, regar com o sumo de meia laranja e adicionar os amendoins, alguns levemente partidos, outros inteiros.




Ralar a beterraba e reservar

Numa taça, adicionar o trigo sarraceno frio, colocar as folhas de agrião, pedaços de meia laranja e de papaia, a beterraba ralada, a cebola em tiras finas e por cima juntar o molho de abacate, laranja e amendoins torrados.

Se desejar, decore com frutos secos ou sementes.





domingo, 19 de abril de 2015

Yoga Ashtanga: tradição com a vivacidade refrescante de hoje




         O Yoga Ashtanga fascina pela sua elegância, vigor e tradição milenar. Fazer parte de uma prática tão antiga e tão maravilhosa é uma sensação mágica. Ainda hoje recordo com amor a primeira vez que senti, sob os pés despidos, o encanto de um shala de Yoga Ashtanga, quente e perfumado, enquanto o meu Ser levitava por entre melodias de ondas do mar, a deslizarem suavemente durante as respirações dos alunos. Ouvia o silêncio de ashtangis dedicados e compenetrados, o silêncio da luz de fim de tarde que embelezava os corpos humedecidos pelo rigor da prática, o silêncio apaziguador dos mantras entoados em unis-som no início e no final da aula. Ouvia, encantada, a transbordar gratidão, o universo a guiar-me até ao que seria o início de uma grande transformação interna. 
         
          Hoje sei que depois daquele dia, a minha alma se encontrou e iniciei um longo e desafiante percurso espiritual e físico. O Ashtanga requer uma disciplina e uma determinação profundas. Com o crescimento pessoal, a mente e o corpo são purificados e enriquecidos, somos protegidos da agressividade moderna, dos dias obscuros e confusos. O nosso estilo de vida e valores alteram-se, aprendemos a escutar a nossa voz interior, com quietude e serenidade. A bondade e compaixão instalam-se, procuramos discernir o que nos enaltece do que nos corrompe e destrói, nas relações pessoais, na alimentação, nos objectivos e nos sonhos. Aprendemos a aceitar-nos e a melhorar-nos. O corpo torna-se mais flexível e forte, é purificado e desintoxicado. O caminho é lento, por vezes tropeçamos, mas é tão belo e tão puro. 



          Quando, por algum motivo, deixamos de praticar ou a prática se torna inconstante, tal facto repercute-se nas nossas vivência e vicissitude. Por vezes a saudade magoa, outras vezes entristece-nos, e, rapidamente procura-mos reequilibrar o nosso organismo. A prática de Ashtanga deixa uma impressão dactilar no universo, uma pegada energética no ar, que nos conecta ao Ser e ao Mundo. E sem ele, o vazia instala-se. O Yoga Ashtanga é um tesouro valioso para a Humanidade.

      Sri Tirumalai Krishnamacharya  estudou o sistema de Yoga Ashtanga, com o mestre Ramamohan, baseando a sua aprendizagem no antigo manuscrito "Yoga Korunta" de Vanama-Rishi. Este livro continha os fundamentos do sistema Asana Vinyasa do Ashtanga Yoga. No Mysore, Krishnamacharya transmitiu os seus ensinamentos ao seu aluno mais antigo e experiente, Sri K. Pattabhi Jois., que ensinou e desenvolveu o que aprendera com satguri até deixar o mundo físico, em 2009. Criou o Sri K. Pattabhi Jois Ashtanga Yoga Instituto, no Mysore, que é até hoje o mais conceituado centro de estudo desta prática e onde chegam alunos de todo o mundo para aprender o método com devoção.


           O fundamento filosófico do Ashtanga Yoga encontra-se num outro livro, o “Yoga Sutra“ de Patanjali. É o texto mais importante do yoga clássico. Neste livro o yoga é definido como "o que leva a tranquilidade aos pensamentos". Através de um espírito calmo pode reconhecer-se a verdadeira natureza do Ser. Para atingir essa meta, Patanjali descreve oito fases (Ashtanga Yoga: ashta=oito, anga=passo, Yoga=sossego do espírito):



Yama (códigos morais)

Niyama (purificação e estudo)

Asana (posição)

Pranayama (controlo respiratório)

Pratyahara (controlo dos sentidos)

Dharana (concentração)

Dhyana (meditação)

Samadhi (contemplação)


       As raízes do sistema vinyasa do Ashtanga Yoga surgem também descritas no primeiro documento escrito pela humanidade, os Vedas.

              O método Ashtanga é um sistema dinâmico e vigoroso, baseado em 6 sequências. A prática inicia-se com Surya Namaskar A e B, de seguida executam-se os Asanas Fundamentais e logo depois o yogi pratica uma das series que se seguem, apenas avançado para a seguinte após ter aprendido a anterior:


Série Primária (Yoga Chikitsa)

Série Intermédia (Nadi Sodhana) ou Segunda Série

Série Avançada A (Terceira Série)

Série Avançada B (Quarta Série)

Série Avançada C (Quinta Série)

Série Avançada D (Sexta Série)


             A Série Primária tem como objectivo a limpeza dos órgãos e dos tecidos internos. Através do suor e do calor gerado, os líquidos corporais perdem viscosidade e o organismo é limpo de impurezas. A Série Intermédia pretende purificar o sistema nervoso. A Série Avançada A promove a força e o equilíbrio corporal e a concentração mental. As séries mais avançadas possibilitam atingir a transcendência mental e corporal. 


         A prática termina em Savasana, convidando ao relaxamento e à meditação. Deve praticar-se todos os dias, excepto ao Domingo e em dias de Lua (Lua Cheia e Lua Nova). As aulas são normalmente estilo Mysore, cada aluno pratica ao seu ritmo e consoante o seu nível, sob a supervisão atenta do professor.

           Quando a respiração, Pranayama Ujjayi, e o movimento, através de posturas (asanas) se unem, surge o Vinyasa. Os pensamentos dissolvem-se, no fluir do movimento. A respiração, contínua e profunda, como um murmúrio interno do oceano, gera um calor intenso e sereno, entre inspirações, nos movimentos ascendentes e expirações, nos movimentos descendentes. A prática avança subtilmente, permitindo a realização de esforços físicos com facilidade. 

           Existem três Bandhas que fucionam como válvulas energéticas internas. Mula Bandha consiste na contracção dos músculos pélvicos, importante durante a expiração, conectando o corpo ao elemento Terra. Uddiyana Bandha refere-se à contracção da musculatura abdominal inferior durante a inspiração, elevando o organismo em direcção ao elemento Ar. Estes dois Bandhas opostos criam uma dualidade de energias descendente e ascendente, que, quando balanceadas e equilibradas, criam uma harmonia interna e saudável. Jalandhara Bandha, por fim, não é utilizado em todos os movimentos e é conseguido baixando o queixo.

           Drishti é uma técnica de focalização do olhar e permite desenvolver a força de concentração. Existem nove drishtis distintos, associados a cada asana em específico.

          Tristana é a chave espiritual do Yoga Ashtanga, Refere-se ao conjunto de Vinyasa, Bandha e Drishti. Quando atingido este estado, a prática do shala conecta-se à nossa vida quotidiana.


           
          Acordar bem cedo para praticar Ashtanga, antes do nascer do sol, permite sentir a energia de mais um bonito dia que se inicia e a natureza revitalizante em redor. O Ashtanga é desafiante, é um longo caminho que requer empenho e dedicação, exingindo um compromisso árduo com a prática. Uma vez compreendido e assumido, esse  compromisso transforma-nos, eleva-nos, melhora-nos. Surge assim, a componente espiritual e trandescente da prática.

        O sistema Ashtanga pode ser praticado em qualquer shala do mundo. É isso que torna esta prática tão bela e tão rica. É como sentir-se em casa em todo o mundo, é como levar um pouco de nós ao mundo e trazer connosco um pouco da leveza e da liberdade desta prática universal.


             

segunda-feira, 2 de março de 2015

Tofu com Crosta de Quinoa e Legumes no forno




INGREDIENTES


  • 1 taça de quinoa *
  • 1 pedaço de tofu fumado *
  • 2 colheres de sopa de sementes de sésamo *
  • 1 dente de alho *
  • Coentros frescos *
  • 1 fio de azeite *
  • 2-3 colheres de sopa de soyu *
  • 1 colher de sobremesa de gengibre em pó *
  • 1 pedaço de 3-4 cm de gengibre freco ralado *
  • Oregãos secos *
  • 1 courgette *
  • 1 pedaço de 10 cm de abóbora *
  • 1 colher de sobremesa de caril
  • Sumo de um limão *
  • 2 sementes de cardomomo

*[produtos de origem biológica]


PREPARAÇÃO

  • Corte a courgette em rodelas finas e a abóbora em cubinhos. Tempere com um fio de azeite e oregãos.
  • Corte o tofu em tiras de cerca de 2 cm. Tempere com o sumo de um limão, o gengibre em pó e o sumo do gengibre fresco ralado. Deixe apurar cerca de 15-20 minutos
  • Coloque duas partes de água a ferver (para uma de quinoa). Adicione a quinoa e deixe cozer uns 20 minutos
  • Toste as semente de sésamos. Numa taça, misture a quinoa, o caril, os coentros picados, o dente de alho esmagado, as sementes de cardomomo, o soyu e as sementes de sésamo. Crie uma pasta cremosa
  • Disponha numa assadeira os legumes e o tofu com a crosta de quinoa por cima. Leve tudo ao forno durante cerca de 20 minutos

domingo, 1 de março de 2015

Hambúrgueres de Couscous de Espelta e Lentilhas em Cama de Couve Lombarda com Beringela no Forno




INGREDIENTES (para 4)


  • 4 folhas de couve lombarda *
  • 1 beringela *
  • 1 taça de lentilhas laranjas *
  • 1 taça de couscous de espelta *
  • 1 cenoura *
  • 1 courgette *
  • 2 dentes de alho *
  • 1 colher de sopa de soyu *
  • 1 colher de sobremesa de gengibre em pó *
  • 1 colher de curcuma *
  • Folhas de coentros *
  • Sumo de meio limão *
  • 1 colher de sobremesa de oregãos *
  • 2 fios de azeite *


* [produtos de origem biológica]



PREPARAÇÃO


  • Corte a beringela em rodelas finas. Disponha sobre uma travessa, Tempere com um fio de azeite e oregãos. Leve ao forno durante aproximadamente 15 minutos, até que fiquem douradas.
  • Disponha 1 taça de couscous de espelta numa saladeira. Leve ao lume 2 taças de água, Deixe ferver. Adicione a água ao couscous e tape durante 5 minutos. Deixe repousar.
  • Junte um fio de azeite a um tacho. Pique finamente duas cabeças de alho e deixe alourar. Rale a cenoura e corte em pequenos cubos a courgette. Adicione estes dois legumes ao tacho. Junte a curcuma, o gengibre em pó e os coentros picados. Esprema por cima o sumo de meio limão.
  • Leve duas taças de água ao lume. Quando ferver, adicione a folha de couve lombarda para escaldar durante 2 minutos. Retire e adicione a essa mesma água as lentilhas, Deixe cozinhar durante 10 minutos.
  • Adicione ao couscous de espelta os legumes e as lentilhas. Junte uma colher de sopa de soyu, Misture tudo muito bem. Forme pequenos hambúrgueres.
  • Num prato, disponha uma folha de couve lombarda e sobre ela um hambúrguer. Sirva com as rodelas de beringela assada.